10/02/2013

O urbanismo e as necessidades de hoje

Ouvir dizer que este ano é ano internacional da água. Bem, já é aquela velha história de que a água de amanhã será o petróleo de hoje. Enquanto o mundo já anda à troca do petróleo por outras fontes de energia, para a água só resta procura-la em outros lugares. É de facto, este ouro que move a economia científica espacial. Assim como a busca pelo ouro moveu economias no mundo todo, há alguns séculos. Homem é o único animal do mundo com o poder de auto destruição à longo prazo. É por isso que decidi abrir este espaço para falar de um tema tão escasso aqui no bloguinho: Urbanismo.

O Brasil está alcançando hoje um momento que os países desenvolvidos alcançaram há alguns anos, tendo uma economia 'dita' estabilizada, percorre por crescimento dos grandes centros urbanos e como tolos incorrem nos mesmo erros que os países desenvolvidos cometeram e hoje correm atrás do prejuízo. Em urbanismo, depois que se faz a 'MERDA' (desculpem-me a palavra feia, estou mesmo abusado), corre-se atrás do prejuízo para desfazê-la, quando há a possibilidade, não sem antes gastar  mil vezes mais do que gastou para fazer.

Mas hoje quero falar de um grande caso de revitalização do rio Cheong gye cheon em Seul na Coréia. e aqui está a foto dele:
  

O quê? Você não consegue vê-lo? ele está aí na foto sim... pode acreditar... e sua história começou a se complicar após a segunda guerra mundial... há muitos anos, quando os índios brasileiros descansavam sem medo de caravelas brancas.... o rio Cheon tornava-se um grande rio para os coreanos e seu nome significava 'rio de águas claras'. Dada  a importância do rio que cercava a cidade ele passou a ganhar pontes, dragagens e alargamentos para evitar inundações ao longo de seu percurso, diques e aterros consoante o crescimento das cidades... até início do século XX ainda podia-se ver pessoas lavando suas roupas no rio que cortava a cidade... aos poucos ao rio foram, eventualmente, despejados esgotos. A tudo isso resistiu fortemente o rio das águas claras... até 1910 quando...

 

Entre 1910 e 1945 a ocupação desordenada do território e principalmente o após a guerra de Coreia quando os refugiados se instalaram ao longo do rio em habitações precárias  e não saneadas tornando o rio Cheon no rio de águas escuras... a vergonha para o país.

  

Depois de 45, com a crescente industrialização e comércio da região, várias estradas foram construídas marginais ao rio. Em  1970 as favelas foram reassentadas e o rio foi canalizado e o próprio rio deu lugar à estradas e viadutos por cima dele, tornando-se naquela imagem inicial.

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Como disse um sábio índio americano:

"Quando a última árvore tiver caído,Quando o último rio tiver secado,Quando o último peixe for pescado, Vocês vão entender que o dinheiro não se come"
Foi quase isso o que a Coréia descobriu 30 anos mais tarde. O país precisava de lugares verdes, passeios, lugares para passear, se divertir. mas só havia estradas... Como tudo, saber o que se precisa é uma coisa, agir é outra. O projeto foi iniciado pelo então prefeito de Seul Lee Myung-bak e sonhado pela urbanista Kee Yeon Hwang, que revitalizaria  8km de rio, 80 m de largura em  400 hectares de área vede. Num exemplo de reconhecimento mundial.  


Apenas dois anos depois e US $ 300 milhões gastos inaugurou um dos maiores pontos turísticos do país, senão o pior.

As auto-estradas foram demolidas e o rio ressuscitado!
obras seul

A águas despoluídas e aumentada o fluxo. 
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e o velho Cheong Gye Cheon torna à vida e ao status que gozava outrora em um exemplo fantástico de revitalização, urbanismo, ecologia e sobretudo capacidade de pessoas que querem e fazem.



 

Antes
Depois







O passado foi memorizado para as futuras gerações, alguns pilares que sustentavam o viaduto de outrora foi preservado para que as gerações futuras não se esqueça que ali já fora estradas. 


A população participou ativamente na revitalização pintando cerâmicas que viria integrar a as paredes das margens do rio.

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O passado vergonhoso foi imortalizado nas construções de palafitas para relembrar o rio 40 anos atrás.



E hoje uma água limpa e pura o suficiente para que a pessoas possam nadar, peixes nascer e sustentar uma biodiversidade incrível.

Mal iluminados, túneis congestionados são difíceis para pessoas com deficiência visual e pode ser uma ameaça para determinados grupos.  Foto por Nepal Asatthawasi


Alguns dos benefícios diretos podem ser listados:

  • Fornece proteção contra enchentes com capacidade de fluxo de até 118mm/hr
  • aumento da biodiversidade em 638%
  • Redução da temperatura em 5º às margens do rio, comparado as estradas  paralelas..
  • Redução de partícula de poluição em 37%
  • Aumento do preço dos terrenos com raio de até 50 metro de distância em mais 50%
  • Atrai mais de 64 mil visitantes diários.
  • Acréscimo de mais de 1.900mil dólares à economia de Seul.
Malefícios:

  • Ainda não se numerou nenhum!

Pois é Brasil fica a dica!!!

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FONTES DAS FOTOS
Arquivo pessoal.
http://id-reel.blogspot.pt
http://www.ufrgs.br/arroiodiluvio/a-bacia-hidrografica/imagens-de-seul
http://didacticdiscourse.wordpress.com
http://www.lafoundation.org
http://webarchive.nationalarchives.gov.uk







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Oleh

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